quinta-feira, 25 de agosto de 2011

As voltas que o mundo dá...

Faz um tempão que eu não escrevo nesse blog, mas agora sinto que vale a pena, sinto meu coração sendo preenchido novamente, não vou dizer que eu estou apaixonada, não é o momento ainda, não é a hora, sinto meu coração preenchido por um carinho enorme por ter reencontrado alguém que eu gosto bastante [e isso tem uns dez anos]. O mundo deu voltas e a gente se reencontrou como se o tempo não tivesse passado, ainda não sei como vai ser, nem se vai ser... mas já é alguém que eu gosto bastante, bom, e essa música baixo me faz pensar muito nisso que eu estou vivendo/sentindo agora!

Vamos ver como o destino se reorganiza e como nós nos organizaremos!!!


No quisiera detener
esta oleada que me lleva
a dónde, adónde no lo sé
sólo me muevo con ella.
Y nadie ahí me conocerá,
y a nadie ahí reconoceré
pero no tengo miedo.
No quisiera detener
esta oleada que me lleva.
Y todo lo que ya viví,
lo sigo cargando.
lo llevo muy dentro de mí
nunca lo he olvidado,
lo siento tan cerca de aquí
lo llevo muy dentro de mí
Voy en busca de un lugar,
en este mundo abierto
donde me pueda yo quedar,
para empezar de nuevo.
Y nadie ahí me conocerá,
y a nadie ahí reconoceré
pero no tengo miedo.


sábado, 16 de julho de 2011

Escrito em 10/08/2010

Mesmo que você não tenha vindo pra ficar
Tomara que não tenha marcado passagem de saída da minha vida.
Mesmo que você não tenha planejado
Tomara que não esteja entendendo errado.

Sim, improvável pra mim, mas não sem fé ou paixão
Ainda comando os pensamentos, não mais meu coração.

Se não veio pra ficar,
Pelo menos demore a ir.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Escrito em 10/11/09

Não sei o que quero,
O meio do caminho, o intermédio, 
O itinerário do lado oposto,
 O caos e a calmaria no mesmo rosto.

Me sorva, me absorva, me tenha em seus poros,
Me tenha em seus pelos, em sua saliva,
Para que você me sirva
Enquanto eu te devoro.

Pele, peitos, pares, pernas,
Ventres, colos, bocas... bocas.
Seus dedos, seus lábios, seus beijos
Seus desejos e tudo que vem a mim.



Eu tava namorando nessa época, tenho consciência de que já era no período que as coisas não iam muito bem,
sempre que releio algo que escrevi há tempos, tento me lembrar do contexto, mas o texto não corresponde ao clima do momento,
enfim, vai ver era só uma licença poética mesmo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

De volta pra casa...

Pela última vez na varanda
do hostel
Faz pouco mais de uma semana que estou em Maceió, acho que só agora caiu um a ficha de que passei dois meses e meio morando em Buenos Aires, na verdade parece que lá vivi uma realidade paralela da vida que levo em Maceió e que agora vou retomá-la.

Sempre gosto de fazer um balanço entre prós e contras de situações importantes de minha vida, sem dúvida aprendi muita coisa em terras porteñas, e não se trata apenas de teatro, nem tem muito haver com a compreensão de um outro idioma, tudo isso foi muito importante, mas  o que se leva nas células é a experiência de vida, e,  no meu caso, a análise da minha relação com o mundo.

Continuo sendo uma pessoa muito fechada e um tanto tímida, continuo tendo minha necessidade de estar sozinha em alguns momentos, mas não posso negar que senti muita falta dos meus amigos e da minha família. Gostei dessa minha "desintoxicação" de me policiar em relação a ingestão de carne vermelha e de ter resistido ao cigarro, espero que essas coisas boas de Buenos Aires eu consiga manter aqui em Maceió.

Não li tanto quanto o que eu gostaria, mas andei muito, vi muita coisa que ninguém pode me arrancar da memória, na verdade li muito sim, li muito do mundo que estava ao meu redor e essas impressões de fato ficaram impressas em mim, seja na temperatura ou nas músicas que escutei [e que sinto falta de ouvir], seja no sabor dos doces ou no cheiro das estações de metrô.

Renovei minha fé, repensei alguns conceitos e pré-conceitos, me reafirmei como mulher, refleti um bocado sobre minha postura dentro da sociedade em relação a muitas coisas que vão desde o que eu decidi escolher como profissão até minha orientação sexual. Pra tudo isso acredito que é necessário um certo "distanciamento" das minhas ações cotidianas.

Não digo que voltei outra pessoa de Buenos Aires porque acredito que seria um exagero, voltei diferente, com algumas coisas a mais e outras a menos, nem melhor nem pior, diferente apenas, talvez com mais conteúdo e um pouco menos de preconceitos, preconceitos no sentido de não ter mais vergonha de me reconhecer como latinoamericana e admitir que todos nós somos bregas e passionais.

Deu vontade de conhecer outros lugares, mais de turistar do que qualquer outra coisa, sem ficar louca alucinada pensando em teatro o tempo todo. Bom, abaixo postei dois vídeos que eu deveria ter postado enquanto ainda estava lá, mas vale a pena dar uma olhada, fica aí um pouquinho do muito que eu pude vivenciar.







quarta-feira, 29 de junho de 2011

BUENOS AIRES 2011: 13ª atualização

Eu e Andrey
Ui, as temperaturas estão baixando e estão baixando com gosto, mas esse primeiro fim-de-semana do inverno foi muito especial pra mim, pois, meu querido amigo Andrey Melo, meu Deus do Céu, Buenos Aires nunca foi tão divertido quando nesses dias, claro que dá pra se divertir horrores sozinha, mas entre amigos é muito mais gostoso. Juro, se pudesse organizava linda uma excursão só dos meus amigos mais queridos pra passar o começo do Outono nessa cidade, tudo aqui fica tão charmoso. 

Por sugestão de uma amiga de meu amigo, Sexta-feira nossa primeira parada foi num restaurante nipônico-peruano chamado Páru, em Palermo, bom, comida japonesa é cara em qualquer lugar do mundo [talvez no Japão não seja], mas a comida de lá é muito boa, a gente comeu uns sashimis de salmão com molho de maracujá que parece coisa de outro mundo de tão gostoso, só não tento fazer isso em casa porque sou uma tremenda negação na cozinha, senão...

Nossa segunda parada da noite, AMÉRIKA, tudo bem que foi a terceira vez que eu fui lá, mas pareceu ser a primeira, não sei o que aconteceu, tava mais cheio, as pessoas estavam mais descontroladas, ou era porque estava em boa companhia dessa vez. Na verdade, eu reparei que determinadas coisas só podem acontecer mesmo nessa cidade, acho que Maceió não tem tamanho pra certas pirações, como diz a música "... la gente está muy loca..." [videozinho abaixo, porque eu nem sei se em Maceió essa música toca].


Tem muita música que eu sei que não tá tocando ainda em Maceió, e é muito engraçado encarar uma noite inteira nas boates daqui porque toca de Madonna até bom, Kuduro, e as pessoas absurdam nesses outros ritmos, teve uma hora que tava tocando um bate estaca da época da Heaven [eu tô ficando velha] que quando eu olhei ao redor só tava Andrey e eu dançando. Enfim, gosto é feito braço...

Só não gostei desse
gordinho no meio da foto

Sabadão de molho, Domingo me joguei na Feria de San Telmo mais uma vez, só que em sessão regalitos, chegando a Plaza de Mayo, tive uma grata surpresa, uma solenidade militar, com direito aos soldados em traje de gala, tocando, cantando e em alguns momentos fazendo coreografias, não gosto muito dessas coisas militares não, mas me pareceu tão cênico que eu parei pra olhar, queria ter filmado, mas se tivesse feito isso não dava pra fotografar.

Por ser inverno a luz do Sol vem numa angulação linda, parece capaz de deixar quase qualquer foto ótima, quem tem olhos mais treinados pra isso deve fazer a festa nas proximidades dos polos no inverno. Por outro lado, esse mesmo inverno está me despelando as mãos e me queimando os lábios [nessas horas acho ótimo não estar namorando], não me assustaria se em breve eu começasse a usar batom.

Pré-Brujas
Pra terminar a noite fomos ao Complejo Brujas Madagascar, eu já tinha ido pra o bar, dessa vez conheci a disco, MUITO BOM, fica em Palermo Soho, a parte disco funciona 364 dias por ano, só fecha dia 1º de Janeiro, do mais funciona o ano todo, independente de frio, chuva, calor. Não sei como funciona o sistema de entrada, mas pelo o que consumimos o máximo que foi gasto por cada daria uns R$20,00. Piração total, pizza boa, cerveja ótima, no meio da noite começou a tocar música eletrônica, teve um strip-tease quase total de uma menina [linda e não-vulgar] e a gente na pista. Bom, essa balada não é GLS, mas dá pra se divertir de boa, não fomos hostilizados em momento nenhum e deva pra identificar alguns casais gays [discretíssimos, claro]. 

Acho que pra noite ter ficado perfeita faltou meu querido amigo Maurício Ebbers, não posso ouvir Shakira que lembro dele, só estando longe de casa pra gente ter uma noção do que sentimos mais saudades. Esse fim de semana foi pouco teatral, mas acho que foi o que mais se aproximou da minha vida em Maceió.

Buenos Aires vai deixar saudades!


terça-feira, 28 de junho de 2011

Inverno

Vento frio... só ele e a luz do Sol que nada aquece
Meu rosto descoberto só o mínimo para que possa respirar
Rostos que nunca mais verei na minha vida, e caso venha a ver, não reconhecerei.

Vento frio... minha pele craqueando como algo que congela
Minhas mãos cobertas, quase não sinto nada ao tocar
Calor de corpos que não estão próximos ao meu, corpos que nunca vão estar.

Vento frio... abaixo de zero
Meus lábios queimados, rachados por um não-bom motivo
E a lembrança de outros lábios que nem cheguei a beijar.

Vento frio... eu escolho, eu elejo.
Minhas camadas de vida, de tecidos, de texturas,
Minha superfície de estações mais amenas.

Vento frio... pra mim meu inferno é o inverno.





sexta-feira, 24 de junho de 2011

BUENOS AIRES 2011: 12ª atualização

O último dia possível
de sair na rua sem jaqueta
Bom, nem sei exatamente o que eu pretendo falar hoje, tenho saído pouco e o fato de estar se aproximando o dia de regressar à Maceió também me deixa um pouco preguiçosa. Também não caberia comentar sobre o amor da minha vida encontrado fim-de-semana passado porque já escrevi sobre isso, e enfatizando mais uma vez AGORA SIM EU ACREDITO EM AMOR A PRIMEIRA VISTA, enfim, vamos ao que interessa, quero muito compartilhar o último dia do Outono aqui no Hemisfério Sul (dia 20 de Junho). 

Na Argentina esse dia é feriado, dia da Bandeira, esquecendo desse fato fui para o Jardim Botânico de Buenos Aires, eu já tinha ido lá antes, mas sem máquina fotográfica, seguramente é um dos lugares mais bonitos dessa cidade, primeiro pela natureza como um todo e segundo pela quantidade de obras de arte espalhadas pelo Jardim, claro que tem outros lugares na cidade que são parecidos, mas dentre os que eu conheci esse é o mais mágico e pra minha grata surpresa a natureza resolveu ajudar no registro da magia desse último dia do Outono, desde sempre essa foi a estação do ano que eu mais gostava, mesmo tendo nascido em Maceió, uma cidade que só tem períodos de calor com chuva e períodos de calor sem chuvas.

Acho o Outono charmoso, dá um ar meio bucólico as cidades grandes e aqui como tem muitas árvores, as ruas ficam cobertas com um tapete dourado das folhas das árvores caídas no chão. O Outono parece ser uma espécie de Fênix das estações do ano, claro que é o prenúncio do cinzento e depressivo Inverno, mas quando o Sol parece, os raios parecem mais dourados, mais bonitos, mais precisos, como se descortinasse a beleza natural entre as frestas de concreto. Passei aqui dois terços da estação e fiquei maravilhada, me sinto bem em climas menos quentes e por esse tempo que estou aqui, percebo que já estou mais acostumada ao frio.

Só pra vocês terem uma noção da quantidade de folhas
Tenho medo do Inverno porque tenho medo da depressão, assumo, tenho meio da linha tênue que nos mantem sãos mentalmente, por mim do Outono partiríamos direto para a Primavera, mas tudo necessita de equilíbrio e respeitemos o tempo que a natureza tem.
  
Acho que o Outono me desperta paixões, me inspira, o clima é ameno, o vento ainda não é tão frio e o Sol não é mais tão forte. Dá pra tomar um café sem morrer de calor e dá pra tomar sorvete sem congelar por dentro. É um clima que você corre e não transpira, que dá vontade de seguir pelas ruas andando por horas e horas se não estiver chovendo. Gosto de me relacionar com a cidade e gosto mais ainda quando o clima converge pra essa relação. Já amo Buenos Aires como amo São Paulo. Quero outros Outonos em outras cidades, quero saber como isso chega em mim, como me influencia como mulher e como artista.