sábado, 15 de junho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
O que for pra brotar e florir
Toda grande viagem me transforma, acho que na verdade isso acontece com todo mundo, mas como eu sou uma pessoa que realmente gosta de viajar e de fazer teatro, poder juntar as duas coisas me renova em algum aspecto. Pois bem, meu ponto de parada foi novamente Brasília/DF, Solos Férteis - sim, mas um festival de teatro de/para/por mulheres. A vivência para mim nesta edição foi bem diferente que na anterior, dessa vez resolvi me expor, não de modo gratuito ou "vulgar", aceitei o desafio que me propus de fazer a oficina/work in progress "Daughter/Dohter" com Jill Greenhalgh, com o mote da relação mãe e filha, em sua oficina consegui entender e sentir conceitos de teatro que dez anos lendo nos livros só conseguiram ser vivenciados agora e compreendidos em apenas quatro dias.
O controle, sim, o controle no teatro é tudo e a relação tão próxima com a plateia que foi algo que sempre me assustou me pareceu tão fácil e tão sob minhas rédeas que me deu vontade de correr atrás da Jill no outro lado do mundo quase implorando para ela me dirigir seja lá com o que for.
Para além disso tudo, o que fica de fato são os encontros e as possibilidades de trabalhos futuros e futuros encontros, que neste caso se mostrou num terreno bem fértil e propício a grandes colheitas. Desde as cervejas de fim de noite até o café da manhã ressacado do dia seguinte, dos caminhos nos ônibus aos espetáculos de encher os olhos e a alma. O sentir-se pertencendo à todos os lugares e ao mesmo tempo não estando em solo firme...
Escutei que dessa vez estava mais receptiva para o mundo ao meu redor, provavelmente foi isso mesmo, senão não teria me dado a liberdade de sair numa foto com um girassol na cabeça ou outras tantas coisas, tolas que fiz, mas que pra uma pessoa que não abre muito espaço são grandes vitórias. Como sempre voltei pra casa já com vontade de ir embora de novo, ainda não sei bem pra onde, nem para fazer o que, mas essa inquietação e necessidade de sair desse lugar que me parece tão cômodo e acomodado.quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Foto + poema + música
minha ideia é: uma foto + um poema + uma música que lembra a foto...
a equação foi essa:
"Por um fio" de Daniela Beny
Por um fio de tensão
por um fio de tesão
por um fio, intensão
por um fio, intenção...
elétrico
dinâmico
telefônico
Postado
prostrado...
Pronto!?
a equação foi essa:
"Pássaros, fios, poste" de Iris Valões - ruas de Marechal Deodoro/AL
+
"Por um fio" de Daniela Beny
Por um fio de tensão
por um fio de tesão
por um fio, intensão
por um fio, intenção...
elétrico
dinâmico
telefônico
Postado
prostrado...
Pronto!?
+
"Pendurado" by Wado
sábado, 28 de julho de 2012
Em mais um Vértice Brasil
Não é novidade pra ninguém que eu trabalho com teatro e o quanto ele é importante na minha vida, pois bem, aproximadamente há doze dias estive em Florianópolis participando do festival Vértice Brasil - o mesmo que participei em 2010, que deu uma oxigenada na minha vontade de fazer teatro e que está diretamente vinculado a rede Magdalena's Project , que visa discutir o teatro feito por mulheres - e eu aconselho às mulheres que fazem teatro acessarem o site, por um motivo muito simples: NÃO ESTAMOS SOZINHAS e a base de nosso trabalho com arte é a vivência e troca de experiências e é exatamente isso que os festivais da Rede Magdalena's nos proporcionam.
Bom, esse ano foi tudo muito diferente (pra mim) porque obtive apoio do Ministério da Cultura para participar do evento - e isso pra mim significa reconhecimento do meu trabalho e empenho nos últimos dois anos - e também porque posso dizer que lá obtive resultados concretos e possibilidades de intercâmbio bem interessantes.
Melhor do que ficar falando é postar logo meu pequeno texto sobre mais essa experiência.
Leves Pés em Terra Firme.Leveza e Pé no Chão, eis que este foi o lema do Vértice 2012: T(i)erra Firme, e posso dizer seguramente que reverberou em tod@s nós participantes, seja pela primeira, segunda ou terceira vez. Essa combinação de forças faz com que os sonho se realizem com mais amabilidade e determinação.
Minha alegria, além de rever rostos conhecidos e conhecer novos rostos, esteve principalmente no auto(re)conhecimento, seja na oficina que me colocou em movimento ou na que me tirou da estagnação. Acredito que tenha aproveitado melhor o Vértice 2012 que o 2010, claro que tem que se levar em conta o amadurecimento, vivências e todas as transformações que ocorrem ao longo do tempo, agora tudo tem mais clareza – digo isso em relação ao entendimento do que se trata o Magdalena’s Project e dos seus desdobramentos, e aqui tenho que concordar com Luciana Martuchelli ao dizer que não se pode mesurar o impacto da rede na sociedade, mas que sabe muito bem o que o Magdalena’s fez por ela, e vejo que isso se aplica a muit@s d@s que participaram.
Essa clareza/leveza uniu mais de 70 pessoas (entre mulheres e alguns poucos e muito bem-vindos homens) em praticamente 13 horas de convívio ao longo de 07 dias, talvez, num outro formato de festival ou com outra finalidade fosse muito complicado manter a harmonia, mas é enriquecedor em cada mesa durante as refeições haver uma conversa e um universo de assuntos tão distintos, derivações e fragmentos das vidas daquelas mulheres e homens reunidos ali, é uma experiência que vai para além do teatro, é uma experiência que trata da humanidade, trata daquilo que nos compõe, das nossas mães, nossos filhos e filhas, companheiros e companheiras (de vida e de palco).
Se não fosse algo maior que o teatro em si isso dificilmente ocorreria, que seja uma “reunião de bruxas”, mas que foge do campo do racional entrando para o intuitivo, o contato com a Terra, a proximidade que tivemos dessa vez com o Mar, com o ancestral, com a Deusa interior, com o arquétipo das mulheres postas em cena, seja com personagens, atrizes ou performers... Vilãs, “vítimas”, guerreiras, guerrilheiras, deusas, humanas... MULHERES que esperam, que desejam, que envelhecem, que não-envelhecem, que descobrem o amor, que descobrem a amizade ou que apenas chegam onde querem.
Nós, mulheres e nossas particularidades, na escrita pessoal, no cruzar de fronteiras, no momento presente, com os olhos grandes, bem abertos para a capacidade de transformação e a noção de que mesmo que eu não possa mudar o mundo, posso começar comigo, me aperfeiçoando, aprendendo, compartilhando. E foi o que fizemos nas salas de trabalho e nos momentos de “ócio”, unindo, comungando de desejos e aspirações/inspirações, dançando em círculo, sorrindo pelo comprido “dever” cumprido. E eu, Daniela Beny, novamente, só tenho a agradecer pelo mundo que sempre se abre diante dos meus olhos e pelo caminho que se apresenta.Daniela BenyAtriz e Dramaturga – Invisível Companhia de Teatro (Maceió/AL)Maceió, 20 de Julho de 2012.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Minhas ausências e uma declaração de amor
Mais de seis meses sem postar nada no meu querido blog... Ausência e um pouco de negligência, é tudo que eu tenho a dizer, e não é por defesa, é fato mesmo.
Bom, nesse tempo, namorei [sim, alguém incrível, linda, inteligente, interessante, criativa e mais um moooooooonte de qualidades], desnamorei [essa mesma pessoa incrível, linda, inteligente, interessante, criativa e mais um moooooooonte de qualidades e que hoje é seguramente uma das minhas melhores amigas].
Entrei em contato mais direto com minha espiritualidade e isso me deu muito conforto e certeza das coisas que quero pra minha vida, do que eu procuro e esclareceu muito sobre esse temperamento que pode ir da mais profunda cólera à meiguice absoluta.
Nesse meio tempo voltei a ouvir Los Hermanos, comecei a escutar mais um montão de coisas que não conhecia e outras que já conhecia mas não dava tanta importância - se eu fosse postar aqui o vídeo de todas as músicas que marcaram esse primeiro semestre de 2012 ia faltar espaço e ia demorar horrores pra carregar, mas essa aqui é especial e é pra Menina dos Meus Olhos...
Tô trabalhando com produção, louca alucinada pra circular pelos interiores de Alagoas e quem sabe voltar a me aventurar por terras estrangeiras [
O mais marcante nesse primeiro pedaço do ano foi meu namoro, não posso negar, não que os relacionamentos anteriores não tenham me ensinado coisas importantes, todos eles foram muito preciosos, até o que mais doeu. Esse, não sei porque exatamente foi diferente, fui pega de surpresa, e com uma vontade enorme de lutar por esse afeto, e foi lindo, intenso e continua lindo, fraternamente lindo. Talvez a palavra mais preciosa seja CUMPLICIDADE... espero que as futuras não sintam ciúmes nem nada assim, amor se transforma e uma das formas mais plenas de amor é a AMIZADE.
Esse post foi mais uma declaração de amor fraterno do que qualquer outra coisa.
HQneuropsicophotofighter te amo muito!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
e 2011 foi-se embora!!!
Não tenho do que me queixar do ano que passou... 2011 foi um ano de muitas realizações em muitos aspectos da minha vida, no campo profissional a realização da circulação de um espetáculo, minha ida pra Buenos Aires pra estudar, o regresso pra Maceió pra aplicar oficinas de teatro numa fábrica de tintas...
No campo pessoal, bom, acredito que ter me tornado Umbandista foi o grande passo da minha vida, me centrou, foi o que faltava pra me equilibrar e fazer compreender algumas coisas que precisavam de algum sentido, não foi só uma questão de identificação religiosa, mas uma questão de encontrar o meu lugar no espaço e o quanto eu necessito de uma base espiritual para me ligar inclusive a fatores que influenciam diretamente na minha profissão, afinal, tranquilidade de espírito é fundamental pra trabalhar com pessoas.
Minhas passionalidades... me apaixonei e muito em 2011, paixões rápidas, vários amores da minha vida dessas e daquelas semanas... mas, apesar de tudo, ninguém conseguiu de fato tocar no meu coração como a gente sempre espera.
Minhas expectativas pra 2012... acho que tudo vai seguir fluindo... em todos aspectos...
E o achado dessa semana foi minha mãe que apresentou...
No campo pessoal, bom, acredito que ter me tornado Umbandista foi o grande passo da minha vida, me centrou, foi o que faltava pra me equilibrar e fazer compreender algumas coisas que precisavam de algum sentido, não foi só uma questão de identificação religiosa, mas uma questão de encontrar o meu lugar no espaço e o quanto eu necessito de uma base espiritual para me ligar inclusive a fatores que influenciam diretamente na minha profissão, afinal, tranquilidade de espírito é fundamental pra trabalhar com pessoas.
Minhas passionalidades... me apaixonei e muito em 2011, paixões rápidas, vários amores da minha vida dessas e daquelas semanas... mas, apesar de tudo, ninguém conseguiu de fato tocar no meu coração como a gente sempre espera.
Minhas expectativas pra 2012... acho que tudo vai seguir fluindo... em todos aspectos...
E o achado dessa semana foi minha mãe que apresentou...
"Dani Rabiscou"
Banda Mopho
Dani rabiscou no meu caderno
Flores, borboletas e dois corações,
E falou para mim que bonecas também transam,
Putas também amam e homens também choram
Como se eu não soubesse
Ah, se ela soubesse...
Dani rabiscou no meu caderno
Olhos, estrelas em um balão,
E me revelou todos os seus segredos:
Todas as garotas já provaram dos seus beijos
Como se eu não quisesse
Ah, se ela soubesse...
Daniela não vá se perder por aí
Pode ser que eu não esteja
No meu canto te esperando...
Apenas para cuidas de ti...
E sou feliz assim...
Ah, se tu soubesses...
Ah, se tu soubesses...
domingo, 13 de novembro de 2011
As que amo em caos
Coração grande que mesmo cheio está vazio
Coração grande que ama e desama num estalo
Que foge do que é sombra, tristeza e frio
Mas luta para não querer alguém ao lado.
As mulheres que amei e ainda amo a minha maneira
As mulheres que amo, cada uma delas como se a primeira
As mulheres que amam, em minha cama mas não em meu coração
As mulheres que eu amo e mesmo querendo dizer sim só digo não.
E nos olhos castanhos que eu me perco e me encontro
E através das lentes que me aborreço e me encanto
E nos outros olhos que ainda não me enxerguei
E noutros tantos que já me vi mas nunca toquei.
Minhas amadas de perto e de longe,
Minhas amadas de ontem e de agora,
Minhas amadas que me consomem,
Minhas amadas aguardando a demora.
Não sei o que busco, em quais braços me abrigar
Não sei onde acharei o sossego da minha alma
Não sei se por amor terei que deixar de amar
Não sei como largarei meu escudo e armas.
Amo o caos e suas causas,
Amo as causas do meu caos.
Coração grande que ama e desama num estalo
Que foge do que é sombra, tristeza e frio
Mas luta para não querer alguém ao lado.
As mulheres que amei e ainda amo a minha maneira
As mulheres que amo, cada uma delas como se a primeira
As mulheres que amam, em minha cama mas não em meu coração
As mulheres que eu amo e mesmo querendo dizer sim só digo não.
E nos olhos castanhos que eu me perco e me encontro
E através das lentes que me aborreço e me encanto
E nos outros olhos que ainda não me enxerguei
E noutros tantos que já me vi mas nunca toquei.
Minhas amadas de perto e de longe,
Minhas amadas de ontem e de agora,
Minhas amadas que me consomem,
Minhas amadas aguardando a demora.
Não sei o que busco, em quais braços me abrigar
Não sei onde acharei o sossego da minha alma
Não sei se por amor terei que deixar de amar
Não sei como largarei meu escudo e armas.
Amo o caos e suas causas,
Amo as causas do meu caos.
sábado, 5 de novembro de 2011
Uma metrópole com praia
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| No Jardim Botânico |
Então, consegui tirar uma semaninha de férias e fui gastar meu suado dinheirinho ganho na V Bienal Internacional de Maceió, bom, meu paradeiro foi o Rio de Janeiro, sim, fui tentar quebrar minha resistência com a dita Cidade Maravilhosa porque eu acho o carioca em geral muito marrento - não é preconceito, é impressão apenas.
Tudo bem que o Rio tava disfarçado de Sampa porque tava nublado, frio e chovendo, mas tenho que admitir que a cidade é linda, tem árvores e o bairro da Lapa, ai a Lapa... me lembrou muito o fervo da Rua Augusta paulistana. Fiquei no apartamento dos meus queridos amigos oriundos de Maceió, Lili, Maurício e Cacau... receptivos, de braços abertos.
Conheci pouca coisa porque em três dias [e um deles de ressaca] ninguém tem como conhecer quase nada, mas tirando as praias [porque as nossas de Maceió são mais bonitas] o restante me agradou, do que eu conheci, claro. Fiquei pensando seriamente em juntar uma grana e tentar meu mestrado por lá, apesar de não ter convivido com nenhum carioca, mas tudo bem, uma cidade que tem natureza e balada de segunda a segunda muito me interessa.
Das poucas coisas que conheci achei melhor não fazer um roteiro dito turístico porque, além de pouca grana eu quero ser habitante daquele lugar em breve e isso resultou uma coisa bem bacana, dei uma entrevista pra uns alunos de Comunicação Social que estavam fazendo um documentário sobre as estátuas da Urca, tá vendo, dá nisso fotografar estátuas louca por aí.
O que mais me encantou é que o asfalto tá ali, mas também tem as árvores, e o mar, o som dele, o cheiro, acho que morando lá seria pra onde eu correria na saudade, no aperto, na vontade de voltar pra casa, embora não consiga me imaginar lá por muito tempo, agora eu já cogito sim a possibilidade.
Sair eu saí, ver gente bonita eu vi, mas como boa lerda que eu sou, voltei no zero a zero, mas valeu muito a pena, me diverti horrores no show da banda Melanina Carioca, muito samba-rock, soul e de boa, mais uma vez me senti em Sampa, desculpe, mas não tem como não comparar.
Talvez pra viver e vivenciar teatro não se compare com Sampa, mas vamos respirar novos ares, os centros culturais me puxaram pelos olhos, os ônibus funcionam e tem metrô [coisa de gente besta que gosta de andar de metrô], as pessoas são bonitas e São Jorge está em todo lugar. Em três dias não dá pra se apaixonar por nenhuma cidade, mas dá pra paquerar ela pelo menos.
| Não fui ao Cristo, mas quase dá pra ver ele em todo lugar |
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
O amor da minha vida desse mês que passou
Era assim, a princípio era tudo muito bonito e colorido, calmo e tranquilo, sem contratempos ou perturbações, mas depois foi tomando espaço, ocupando até mesmo os espaços que nem estavam vazios, um simples momento de encanto estava prestes a virar uma paixão avassaladora, não que paixões sejam ruins, mas tudo em excesso torna-se insustentável, beirando o insuportável mais dois passos a leveza ganharia um peso muito maior do que aquele sentimento merecia/pretendia ter.
Sentia uma aflição tremenda como em todas as suas paixões anteriores, achava impossível haver paixão sem conflito, achava absurdo entrar em conflito sem paixão. Não se arriscava a vislumbrar o amor, o conhecia sob três formas: sua família, seus amigos e aquela que um dia pretendeu à sua mulher, mas desistiu, amor sentira por ela até aquele momento, mas a paixão não suportou, se diluiu em meio a todos os conflitos. talvez fosse mais fácil suportar o amor do que aquela paixão que sentia nascer...
Havia se encantado pela voz, pela pele, pelo sorriso e inclusive pela confusão, mas agora parecia se apaixonar pela falta que ela fazia, não sabia ao certo se sentia falta dela como um todo ou se só sentia falta de seus beijos, mas não era SÓ, era PRINCIPALMENTE, talvez na tentativa de preencher aquele vazio, se impunha uma paixonite sem um sentido racional, e lembrou que nenhuma paixonite pode ser racional, principalmente se forem as suas. E se as paixões fossem apenas escolhas, elas sempre pareciam ser as erradas.
Algo que lhe confortava era saber que também possuía uma grande capacidade de se desapaixonar, mas como em qualquer enfermidade, você só pode ser curado daquilo que já te acometeu. Equivocadamente, achou que estava imune à paixão, até estava, mas não estava resguardada da tentação daquilo que é supostamente proibido. Queria aquela mulher, mas não queria tomá-la da outra pessoa, queria que ela viesse com seus pés, por sua vontade, por sua escolha... Porém já havia decidido, embora tivesse provado de quase tudo que aquele envolvimento pudesse oferecer.
Chorou, sentiu doer, teve raiva, sentiu ciúmes, quis somente pra si, fez drama, vivera sim a bendita paixonite, mas da forma mais platônica que pudesse existir, até o dia que ela decida por si.
domingo, 11 de setembro de 2011
Do que me faz falta....
Ontem eu senti falta de alguém, senti falta do abraço, do cheiro, do sorriso, mas passou, rasgando mas passou, doendo por ver o que seria melhor pra mim, mas passou, passou ao lado, passou como o vento, passou como uma boa recordação de um passado que nem sei se foi tão bom assim.
Hoje, senti falta do que não vivi, de ter a plenitude no coração, de ter alguém sentada ao meu lado, que mesmo em silêncio pudesse me ver e me escutar, me sentir pela respiração, me entender só com os olhares. A cadeira da frente está vazia, sempre vazia, a cadeira ao lado até pode estar preenchida, mas não é tão definitiva, não sei se quero a brevidade, não sei se quero a longitude. Quero aquilo que ainda não vivi, aquilo que sinto falta sem nem saber do que se trata!
Não sei onde está quem eu procuro, não sei como encontrar o que eu quero... mas há de chegar!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
O dom e a dificuldade
O dom até pode ser da palavra, mas a dificuldade é a comunicação. Escrevo cartas que não serão lidas, engulo palavras que não consigo dizer, se quero não tenho coragem de falar, se não quero mais só tenho coragem de calar, e sou tímida, e desisto sem tentar nem verbalizar aquilo que nem consigo dizer.
As palavras me faltam, mas o sentido delas me sobra, elas se excedem e ao mesmo tempo já não me bastam. Minhas palavras dizem muito mais que eu, e por isso nada me sai da boca pra fora, ficam apenas impressas em meu coração, não com tatuagem, elas ficam em mim como se cada letra fosse uma célula, como se fossem partículas de oxigênio me alimentando. Se não escrevo ou penso nas palavras é como se parasse de respirar, é justamente o ar que inspiro e não consigo expirar.
As palavras me suportaram, mas agora me são insuportáveis, antes aliadas à minha socialização, agora não consigo mais socializá-las. As palavras quando saem de mim pertencem a quem as lê e eu perco o falso domínio sobre elas. O dom é da palavra e a dificuldade é da comunicação.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
As voltas que o mundo dá...
Faz um tempão que eu não escrevo nesse blog, mas agora sinto que vale a pena, sinto meu coração sendo preenchido novamente, não vou dizer que eu estou apaixonada, não é o momento ainda, não é a hora, sinto meu coração preenchido por um carinho enorme por ter reencontrado alguém que eu gosto bastante [e isso tem uns dez anos]. O mundo deu voltas e a gente se reencontrou como se o tempo não tivesse passado, ainda não sei como vai ser, nem se vai ser... mas já é alguém que eu gosto bastante, bom, e essa música baixo me faz pensar muito nisso que eu estou vivendo/sentindo agora!
Vamos ver como o destino se reorganiza e como nós nos organizaremos!!!
Oleada
Julieta Venegas
No quisiera detener
esta oleada que me lleva
a dónde, adónde no lo sé
sólo me muevo con ella.
esta oleada que me lleva
a dónde, adónde no lo sé
sólo me muevo con ella.
Y nadie ahí me conocerá,
y a nadie ahí reconoceré
pero no tengo miedo.
y a nadie ahí reconoceré
pero no tengo miedo.
No quisiera detener
esta oleada que me lleva.
esta oleada que me lleva.
Y todo lo que ya viví,
lo sigo cargando.
lo llevo muy dentro de mí
nunca lo he olvidado,
lo siento tan cerca de aquí
lo llevo muy dentro de mí
lo sigo cargando.
lo llevo muy dentro de mí
nunca lo he olvidado,
lo siento tan cerca de aquí
lo llevo muy dentro de mí
Voy en busca de un lugar,
en este mundo abierto
donde me pueda yo quedar,
para empezar de nuevo.
en este mundo abierto
donde me pueda yo quedar,
para empezar de nuevo.
Y nadie ahí me conocerá,
y a nadie ahí reconoceré
pero no tengo miedo.
y a nadie ahí reconoceré
pero no tengo miedo.
sábado, 16 de julho de 2011
Escrito em 10/08/2010
Mesmo que você não tenha vindo pra ficar
Tomara que não tenha marcado passagem de saída da minha vida.
Mesmo que você não tenha planejado
Tomara que não esteja entendendo errado.
Sim, improvável pra mim, mas não sem fé ou paixão
Ainda comando os pensamentos, não mais meu coração.
Se não veio pra ficar,
Pelo menos demore a ir.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Escrito em 10/11/09
Não sei o que quero,
O meio do caminho, o intermédio,
O itinerário do lado oposto,
O caos e a calmaria no mesmo rosto.
Me sorva, me absorva, me tenha em seus poros,
Me tenha em seus pelos, em sua saliva,
Para que você me sirva
Enquanto eu te devoro.
Pele, peitos, pares, pernas,
Ventres, colos, bocas... bocas.
Seus dedos, seus lábios, seus beijos
Seus desejos e tudo que vem a mim.
Eu tava namorando nessa época, tenho consciência de que já era no período que as coisas não iam muito bem,
sempre que releio algo que escrevi há tempos, tento me lembrar do contexto, mas o texto não corresponde ao clima do momento,
enfim, vai ver era só uma licença poética mesmo.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
De volta pra casa...
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| Pela última vez na varanda do hostel |
Faz pouco mais de uma semana que estou em Maceió, acho que só agora caiu um a ficha de que passei dois meses e meio morando em Buenos Aires, na verdade parece que lá vivi uma realidade paralela da vida que levo em Maceió e que agora vou retomá-la.
Sempre gosto de fazer um balanço entre prós e contras de situações importantes de minha vida, sem dúvida aprendi muita coisa em terras porteñas, e não se trata apenas de teatro, nem tem muito haver com a compreensão de um outro idioma, tudo isso foi muito importante, mas o que se leva nas células é a experiência de vida, e, no meu caso, a análise da minha relação com o mundo.
Continuo sendo uma pessoa muito fechada e um tanto tímida, continuo tendo minha necessidade de estar sozinha em alguns momentos, mas não posso negar que senti muita falta dos meus amigos e da minha família. Gostei dessa minha "desintoxicação" de me policiar em relação a ingestão de carne vermelha e de ter resistido ao cigarro, espero que essas coisas boas de Buenos Aires eu consiga manter aqui em Maceió.
Não li tanto quanto o que eu gostaria, mas andei muito, vi muita coisa que ninguém pode me arrancar da memória, na verdade li muito sim, li muito do mundo que estava ao meu redor e essas impressões de fato ficaram impressas em mim, seja na temperatura ou nas músicas que escutei [e que sinto falta de ouvir], seja no sabor dos doces ou no cheiro das estações de metrô.
Renovei minha fé, repensei alguns conceitos e pré-conceitos, me reafirmei como mulher, refleti um bocado sobre minha postura dentro da sociedade em relação a muitas coisas que vão desde o que eu decidi escolher como profissão até minha orientação sexual. Pra tudo isso acredito que é necessário um certo "distanciamento" das minhas ações cotidianas.
Não digo que voltei outra pessoa de Buenos Aires porque acredito que seria um exagero, voltei diferente, com algumas coisas a mais e outras a menos, nem melhor nem pior, diferente apenas, talvez com mais conteúdo e um pouco menos de preconceitos, preconceitos no sentido de não ter mais vergonha de me reconhecer como latinoamericana e admitir que todos nós somos bregas e passionais.
Deu vontade de conhecer outros lugares, mais de turistar do que qualquer outra coisa, sem ficar louca alucinada pensando em teatro o tempo todo. Bom, abaixo postei dois vídeos que eu deveria ter postado enquanto ainda estava lá, mas vale a pena dar uma olhada, fica aí um pouquinho do muito que eu pude vivenciar.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
BUENOS AIRES 2011: 13ª atualização
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| Eu e Andrey |
Ui, as temperaturas estão baixando e estão baixando com gosto, mas esse primeiro fim-de-semana do inverno foi muito especial pra mim, pois, meu querido amigo Andrey Melo, meu Deus do Céu, Buenos Aires nunca foi tão divertido quando nesses dias, claro que dá pra se divertir horrores sozinha, mas entre amigos é muito mais gostoso. Juro, se pudesse organizava linda uma excursão só dos meus amigos mais queridos pra passar o começo do Outono nessa cidade, tudo aqui fica tão charmoso.
Por sugestão de uma amiga de meu amigo, Sexta-feira nossa primeira parada foi num restaurante nipônico-peruano chamado Páru, em Palermo, bom, comida japonesa é cara em qualquer lugar do mundo [talvez no Japão não seja], mas a comida de lá é muito boa, a gente comeu uns sashimis de salmão com molho de maracujá que parece coisa de outro mundo de tão gostoso, só não tento fazer isso em casa porque sou uma tremenda negação na cozinha, senão...
Nossa segunda parada da noite, AMÉRIKA, tudo bem que foi a terceira vez que eu fui lá, mas pareceu ser a primeira, não sei o que aconteceu, tava mais cheio, as pessoas estavam mais descontroladas, ou era porque estava em boa companhia dessa vez. Na verdade, eu reparei que determinadas coisas só podem acontecer mesmo nessa cidade, acho que Maceió não tem tamanho pra certas pirações, como diz a música "... la gente está muy loca..." [videozinho abaixo, porque eu nem sei se em Maceió essa música toca].
Tem muita música que eu sei que não tá tocando ainda em Maceió, e é muito engraçado encarar uma noite inteira nas boates daqui porque toca de Madonna até bom, Kuduro, e as pessoas absurdam nesses outros ritmos, teve uma hora que tava tocando um bate estaca da época da Heaven [eu tô ficando velha] que quando eu olhei ao redor só tava Andrey e eu dançando. Enfim, gosto é feito braço...
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| Só não gostei desse gordinho no meio da foto |
Sabadão de molho, Domingo me joguei na Feria de San Telmo mais uma vez, só que em sessão regalitos, chegando a Plaza de Mayo, tive uma grata surpresa, uma solenidade militar, com direito aos soldados em traje de gala, tocando, cantando e em alguns momentos fazendo coreografias, não gosto muito dessas coisas militares não, mas me pareceu tão cênico que eu parei pra olhar, queria ter filmado, mas se tivesse feito isso não dava pra fotografar.
Por ser inverno a luz do Sol vem numa angulação linda, parece capaz de deixar quase qualquer foto ótima, quem tem olhos mais treinados pra isso deve fazer a festa nas proximidades dos polos no inverno. Por outro lado, esse mesmo inverno está me despelando as mãos e me queimando os lábios [nessas horas acho ótimo não estar namorando], não me assustaria se em breve eu começasse a usar batom.
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| Pré-Brujas |
Pra terminar a noite fomos ao Complejo Brujas Madagascar, eu já tinha ido pra o bar, dessa vez conheci a disco, MUITO BOM, fica em Palermo Soho, a parte disco funciona 364 dias por ano, só fecha dia 1º de Janeiro, do mais funciona o ano todo, independente de frio, chuva, calor. Não sei como funciona o sistema de entrada, mas pelo o que consumimos o máximo que foi gasto por cada daria uns R$20,00. Piração total, pizza boa, cerveja ótima, no meio da noite começou a tocar música eletrônica, teve um strip-tease quase total de uma menina [linda e não-vulgar] e a gente na pista. Bom, essa balada não é GLS, mas dá pra se divertir de boa, não fomos hostilizados em momento nenhum e deva pra identificar alguns casais gays [discretíssimos, claro].
Acho que pra noite ter ficado perfeita faltou meu querido amigo Maurício Ebbers, não posso ouvir Shakira que lembro dele, só estando longe de casa pra gente ter uma noção do que sentimos mais saudades. Esse fim de semana foi pouco teatral, mas acho que foi o que mais se aproximou da minha vida em Maceió.
Buenos Aires vai deixar saudades!
terça-feira, 28 de junho de 2011
Inverno
Vento frio... só ele e a luz do Sol que nada aquece
Meu rosto descoberto só o mínimo para que possa respirar
Rostos que nunca mais verei na minha vida, e caso venha a ver, não reconhecerei.
Vento frio... minha pele craqueando como algo que congela
Minhas mãos cobertas, quase não sinto nada ao tocar
Calor de corpos que não estão próximos ao meu, corpos que nunca vão estar.
Vento frio... abaixo de zero
Meus lábios queimados, rachados por um não-bom motivo
E a lembrança de outros lábios que nem cheguei a beijar.
Vento frio... eu escolho, eu elejo.
Minhas camadas de vida, de tecidos, de texturas,
Minha superfície de estações mais amenas.
Vento frio... pra mim meu inferno é o inverno.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
BUENOS AIRES 2011: 12ª atualização
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| O último dia possível de sair na rua sem jaqueta |
Bom, nem sei exatamente o que eu pretendo falar hoje, tenho saído pouco e o fato de estar se aproximando o dia de regressar à Maceió também me deixa um pouco preguiçosa. Também não caberia comentar sobre o amor da minha vida encontrado fim-de-semana passado porque já escrevi sobre isso, e enfatizando mais uma vez AGORA SIM EU ACREDITO EM AMOR A PRIMEIRA VISTA, enfim, vamos ao que interessa, quero muito compartilhar o último dia do Outono aqui no Hemisfério Sul (dia 20 de Junho).
Na Argentina esse dia é feriado, dia da Bandeira, esquecendo desse fato fui para o Jardim Botânico de Buenos Aires, eu já tinha ido lá antes, mas sem máquina fotográfica, seguramente é um dos lugares mais bonitos dessa cidade, primeiro pela natureza como um todo e segundo pela quantidade de obras de arte espalhadas pelo Jardim, claro que tem outros lugares na cidade que são parecidos, mas dentre os que eu conheci esse é o mais mágico e pra minha grata surpresa a natureza resolveu ajudar no registro da magia desse último dia do Outono, desde sempre essa foi a estação do ano que eu mais gostava, mesmo tendo nascido em Maceió, uma cidade que só tem períodos de calor com chuva e períodos de calor sem chuvas.
Acho o Outono charmoso, dá um ar meio bucólico as cidades grandes e aqui como tem muitas árvores, as ruas ficam cobertas com um tapete dourado das folhas das árvores caídas no chão. O Outono parece ser uma espécie de Fênix das estações do ano, claro que é o prenúncio do cinzento e depressivo Inverno, mas quando o Sol parece, os raios parecem mais dourados, mais bonitos, mais precisos, como se descortinasse a beleza natural entre as frestas de concreto. Passei aqui dois terços da estação e fiquei maravilhada, me sinto bem em climas menos quentes e por esse tempo que estou aqui, percebo que já estou mais acostumada ao frio.
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| Só pra vocês terem uma noção da quantidade de folhas |
Tenho medo do Inverno porque tenho medo da depressão, assumo, tenho meio da linha tênue que nos mantem sãos mentalmente, por mim do Outono partiríamos direto para a Primavera, mas tudo necessita de equilíbrio e respeitemos o tempo que a natureza tem.
Acho que o Outono me desperta paixões, me inspira, o clima é ameno, o vento ainda não é tão frio e o Sol não é mais tão forte. Dá pra tomar um café sem morrer de calor e dá pra tomar sorvete sem congelar por dentro. É um clima que você corre e não transpira, que dá vontade de seguir pelas ruas andando por horas e horas se não estiver chovendo. Gosto de me relacionar com a cidade e gosto mais ainda quando o clima converge pra essa relação. Já amo Buenos Aires como amo São Paulo. Quero outros Outonos em outras cidades, quero saber como isso chega em mim, como me influencia como mulher e como artista.
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